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23 março 2011

QUEIJOS E VINHO


Há tempos na França já se dizia: “para vender vinho, sirva queijo”. O casamento destes dois elementos é um clássico e, com a chegada deste friozinho, já começa a ser muito lembrado e perfeito para uma recepção entre amigos.

Porém, esta combinação não é tão simples como se imagina e as possibilidades são infinitas. Existem muitos tipos de queijo e é importante conhecer a composição de cada um. Segundo a especialista em vinhos e autora do livro “Wine with Food” Joanna Simon, o queijo é um alimento difícil já que geralmente é forte, com alto teor de gordura e de sal. “Pode ser também ligeiramente ácido ou até mesmo muito cremoso, revestindo a língua e dificultando a degustação”.

Marcelo Copello, editor chefe do site Mar de Vinho e um dos principais formadores de opinião sobre vinhos no Brasil, levanta alguns pontos importantes que devem ser levados em consideração nesta harmonização:

- a temperatura dos queijos é tão importante quanto a temperatura dos vinhos, sendo ideal servi-los em torno de 18oC. Para isto, deve-se retirar os queijos de textura mole cerca de 30 minutos antes da geladeira e os de textura dura cerca de 2 horas antes.

- devem ser servidos sem a embalagem, sobre madeira ou porcelana. A casca não deve ser retirada.

- cada fatia deve conter todas as partes da peça (da casca ao centro).

- deve-se escolher ao menos cinco tipos de queijo, variando a matéria-prima (leite de vaca, cabra, ovelha e búfala), a consistência e o estágio de maturação (fresco, meia-cura e curado).

Como provavelmente numa recepção as pessoas não se preocuparão em seguir uma ordem de degustação e muito menos irão variar tanto os vinhos, ele sugere que se evite os extremos (queijos muito condimentados e vinhos muito encorpados):

- Minas, mussarela de búfala e cabra fresco: vinhos brancos leves e secos (Sauvignon Blanc, Riesling ou Chardonnay jovem e não barricado).

- Camembert e brie: vinhos brancos estruturados (Chardonnay barricado ou tintos leves como um Pinot Noir).

- Emmental, gouda, minas meia-cura: tintos de médio corpo (Merlot chileno ou Crianza espanhol).

- Parmesão, pecorino, minas curado: tintos tânicos e estruturados (Cabernet Sauvignon mais alcoólico).

- Gorgonzola, roquefort, stilton: Porto Ruby ou um Vintage novo.

Todas estas sugestões devem ser acompanhadas de pães neutros, como o francês, italiano, alemão ou o centeio. E, para a surpresa dos mais leigos, segundo o Marcelo, não se deve nunca servir os queijos acompanhados de uvas, não devendo nem mesmo ser usadas como decoração, para que não se corra o risco de serem consumidas: “a uva é ácida e compromete o sabor do vinho”. Em compensação frutas carnudas como pêra, pêssego e maçã vermelha, são bem vindas.

Para saber mais sobre o mundo dos vinhos, cursos e receitas, acesse o site do Marcelo Copello: Mar de Vinho - http://www.mardevinho.com.br/.

2 comentários :

Juliana disse...

Adorei saber mais sobre queijos e vinhos!

Anônimo disse...

Huummm essa é a minha praia. Muito bom. Com esse inverno antecipado já é tempo de se organizar as noites de queijos e vinhos.